Última Superlua de 2025 ilumina o céu esta noite
Na noite de quinta-feira, 4 de outubro de 2025, o céu brasileiro terá um espetáculo especial: a última Superlua do ano. Esta Lua cheia estará até 30% mais…

Na noite de quinta-feira, 4 de outubro de 2025, o céu brasileiro terá um espetáculo especial: a última Superlua do ano. Esta Lua cheia estará até 30% mais brilhante e 14% maior do que uma Lua comum. Mas qual a razão para essa diferença?
A resposta está na órbita da Lua ao redor da Terra. Ao contrário de um caminho circular, a Lua se move em uma trajetória elíptica, o que significa que em certos momentos está mais próxima da Terra, no chamado perigeu, e em outros, mais distante, no apogeu.
Em média, a distância da Terra à Lua no perigeu é de cerca de 356 mil quilômetros, enquanto no apogeu pode chegar a mais de 406 mil quilômetros. Essa diferença de cerca de 50 mil quilômetros provoca o fenômeno visual que encanta os observadores. No entanto, é importante destacar que a olho nu, essa variação pode não ser percebida facilmente.
Uma Superlua ocorre quando o momento da fase cheia coincide com o perigeu ou se aproxima dele. No caso da Superlua de outubro, a Lua estará no perigeu por volta das 8h da manhã (horário de Brasília), e entrará na fase cheia algumas horas depois, por volta das 20h. Assim, haverá um intervalo de cerca de 12 horas entre esses dois eventos.
A Lua cheia, além do fenômeno visual, também possui nomes específicos a cada mês. Segundo a tradição, cada Lua cheia de 2025 carrega uma designação. Os nomes variam conforme a cultura e a época do ano; por exemplo, a Lua de outubro é conhecida como Lua da Colheita, e este ano será uma Superlua.
Aqui estão os nomes das Luas cheias deste ano:
– 13 de janeiro: Lua do Lobo
– 12 de fevereiro: Lua de Neve
– 14 de março: Lua de Minhoca
– 12 de abril: Lua Rosa
– 12 de maio: Lua das Flores
– 11 de junho: Lua de Morango
– 10 de julho: Lua dos Cervos
– 9 de agosto: Lua do Esturjão
– 7 de setembro: Lua do Milho
– 7 de outubro: Lua da Colheita (Superlua)
– 5 de novembro: Lua do Castor (Superlua)
– 4 de dezembro: Lua Fria (Superlua)
Esses nomes têm origens variadas e refletem a conexão dos povos com a natureza e as mudanças sazonais. Por exemplo, a Lua Fria é nomeada assim devido ao resfriamento do clima no Hemisfério Norte. A interpretação dos nomes não é científica, mas simboliza a cultura e a curiosidade em relação aos fenômenos celestiais.
Embora as Superluas sejam frequentemente vistas como eventos especiais, a comunidade científica ainda debate a terminologia e a importância do fenômeno. Algumas pessoas enxergam a expressão como uma forma de popularização da astronomia, enquanto outros consideram que o termo poderia ser considerado uma ação mercadológica. De qualquer forma, a beleza do céu noturno continua a atrair a atenção de muitos.