Desafios da Nvidia: fim dos links e chatbots de IA
O novo modelo de inteligência artificial da Google, chamado Gemini 3, se destaca entre seus concorrentes no que diz respeito à geração de textos. Recentemente, o Gemini 3…

O novo modelo de inteligência artificial da Google, chamado Gemini 3, se destaca entre seus concorrentes no que diz respeito à geração de textos. Recentemente, o Gemini 3 alcançou 1.501 pontos em um dos principais testes de desempenho para IAs, chamado LMArena. Com isso, superou outros modelos como o Grok 4.1, que marcou 1.483 pontos, o Gemini 2.5 Pro com 1.452, e o GPT 4.5, que obteve 1.442 pontos.
Uma das principais inovações do Gemini 3 é o recurso conhecido como “Deep Think”. Esse sistema permite que a inteligência artificial “pense” antes de responder, verificando fatos e simulando cenários em tarefas lógicas e matemáticas. O objetivo é evitar erros, conhecidos como “alucinações”, e fornecer respostas mais complexas e precisas às perguntas feitas.
Além disso, o Gemini 3 apresenta avanços significativos em multimodalidade, ou seja, consegue lidar melhor com informações em diferentes formatos, como texto, vídeo e áudio. Essa capacidade não só melhora a compreensão, mas também possibilita que a IA forneça respostas mais corretas e completas nesses formatos. Como resultado, a precisão, tanto na verificação de fatos quanto em cálculos matemáticos, é aumentada.
Outro destaque do Gemini 3 é a introdução do Google Antigravity, uma nova plataforma que facilita o trabalho de desenvolvedores que desejam criar, testar e aprimorar agentes de inteligência artificial. Os programadores têm a opção de codificar manualmente ou apenas ditar as regras, permitindo que o Gemini 3 execute as tarefas necessárias. Essa plataforma promove um ambiente de “vibe Coding”, onde a IA não apenas escreve o código, mas também o roda, testa, corrige erros e executa ações que possam levar minutos ou até horas, tudo de forma autônoma. No entanto, é importante lembrar que, por enquanto, os humanos ainda precisam decidir se querem ou não colocar esses agentes em uso no mundo real, já que tudo ocorre em um ambiente controlado, conhecido como “sandbox”.
O Gemini 3 foi desenvolvido com o suporte da nova geração de TPUs (Unidades de Processamento de Tensor), chamadas TPU v6. Isso permite que o modelo executem tarefas de maneira ágil e eficiente.
Existem duas formas de acessar o Gemini 3: através de um aplicativo que já conta com cerca de 650 milhões de usuários mensais, dos quais aproximadamente 13 milhões são programadores, ou pelo Modo IA da busca do Google, disponível para usuários nos Estados Unidos.
Essa nova fase do Gemini 3 representa um marco importante na trajetória da Google. A empresa mudou sua abordagem e agora fala sobre um objetivo de alcançar a AGI (Inteligência Artificial Geral), um tipo de IA que supera as capacidades humanas em diversas atividades. Esse discurso, que anteriormente dominava as conversas de executivos de outras grandes empresas, como OpenAI e Meta, agora é uma parte central da narrativa da Google.
Na prática, o Gemini 3 simboliza uma evolução significativa na maneira como a inteligência artificial entende e executa tarefas. Embora a fluência em linguagem e criação de imagens continue a ser relevante, o foco agora está em realizar tarefas de forma eficaz. O Antigravity é um exemplo dessa mudança de perspectiva, assim como o processo de aprendizado baseado em feedback de outros agentes, promovendo um treinamento mais autônomo e dinâmico.
A integração entre software e hardware também é uma marca registrada da Google, semelhante ao que a Apple fez com seus smartphones. Ao otimizar o Gemini 3 com seus próprios chips, a Google se diferencia de seus concorrentes que dependem de tecnologia de outras empresas, como a Nvidia. Enquanto algumas empresas ao redor do mundo buscam alternativas para reduzir essa dependência, essas mudanças geralmente demandam tempo para serem efetivas.