CPU do PlayStation 2 gerou restrições de exportação militar
O designer de eventos de Final Fantasy 9, Kazuhiko Aoki, revelou que, durante o desenvolvimento do jogo, a CPU do PlayStation 2 era considerada tão avançada que levantou…

O designer de eventos de Final Fantasy 9, Kazuhiko Aoki, revelou que, durante o desenvolvimento do jogo, a CPU do PlayStation 2 era considerada tão avançada que levantou preocupações sobre seu possível uso em aplicações militares. Aoki, que também trabalhou como produtor em Chrono Trigger, comentou em uma entrevista como foi desafiador obter equipamentos de teste do novo console no final dos anos 90.
Na época, a equipe de desenvolvimento estava dividida. Enquanto a principal equipe trabalhava no Havaí, o escritório central da empresa Square permanecia no Japão. Essa separação geográfica dificultou muito a logística e o fluxo de trabalho do time.
Aoki explicou que, próximo ao final do seu período no Havaí, havia uma necessidade urgente de receber um equipamento de teste do PS2. Ele precisava verificar se Final Fantasy 9 rodaria corretamente no console. Contudo, devido à alta tecnologia da CPU do PlayStation 2, surgiram restrições nas exportações, já que se acreditava que o processador poderia ter aplicações militares.
Apesar das dificuldades, Aoki conseguiu importar o equipamento para os Estados Unidos, embora com um atraso considerável. Ele comentou que essa situação gerou muitos desafios durante o desenvolvimento do jogo e que a espera pelo equipamento foi longa.
A situação mostra como a tecnologia do PlayStation 2 era inovadora para a época, gerando interesse em áreas além do entretenimento, embora Aoki não tenha especificado quais usos militares estavam sendo cogitados. O episódio reflete a realidade do avanço tecnológico do final dos anos 90 e como isso impactou a indústria dos games.