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Comprar backlinks dofollow: o que o Google diz e o que você realmente recebe

Por · · 4 min de leitura
Comprar backlinks dofollow: o que o Google diz e o que você realmente recebe

"Dofollow" é o nome informal de um link sem nenhum atributo que limite sua interpretação pelos buscadores. Muita gente procura backlinks dofollow porque esse tipo de link pode ser considerado pelo Google como um sinal de relevância. O problema é que o Google orienta que links pagos sejam marcados como patrocinados ("sponsored") ou "nofollow". Na prática, quem compra uma publicação recebe o link na forma que o veículo adota, e o valor da compra depende de muito mais coisas do que desse atributo.

A diferença entre os tipos de link parece técnica, mas afeta diretamente o que o comprador está pagando e o risco que corre. Entender como cada um funciona evita tanto expectativas exageradas quanto medos sem fundamento.

Os tipos de link, em linguagem simples

Um link comum, sem atributo nenhum, é o que se chama de dofollow. O atributo "nofollow" foi criado para indicar ao buscador que o site não quer endossar aquele link. Em 2019, o Google acrescentou dois atributos mais específicos: "sponsored", para links pagos ou patrocinados, e "ugc", para links criados por usuários, como em comentários e fóruns.

Desde então, o Google passou a tratar esses atributos como indicações, e não como ordens. Ou seja, um link nofollow ou sponsored pode, em alguns casos, ser considerado pelo buscador para entender a web, mas o site que publicou deixou claro que aquele link não é um endosso editorial.

A posição do Google

As políticas de spam do Google tratam a compra e a venda de links com a finalidade de influenciar o ranqueamento como uma prática contrária às diretrizes da busca. A orientação para quem publica conteúdo pago é marcar os links com "sponsored" ou "nofollow". Links pagos sem essa marcação podem ser desconsiderados pelo buscador e, em casos de padrão evidente, levar a ações contra os sites envolvidos.

Isso não significa que publicações pagas sejam proibidas. Publieditoriais, matérias patrocinadas e posts de convidados são formatos legítimos de comunicação. O que o Google pede é transparência sobre a natureza comercial do link.

O que o comprador realmente recebe

Quando se contrata uma publicação num jornal ou portal, o link aparece da forma que o veículo adota como padrão. Alguns sites marcam os links de conteúdo patrocinado como sponsored ou nofollow; outros publicam o link sem atributo; há também veículos que identificam a matéria como patrocinada no topo da página, independentemente da marcação do link.

Por isso, a pergunta "esse backlink é dofollow?" costuma ter uma resposta menos importante do que parece. Um link sponsored num jornal lido pelo público certo pode trazer visitantes, associar a marca a um tema e deixar registrado o nome da empresa num lugar que leitores e ferramentas de busca encontram depois. Um link dofollow num site que ninguém lê entrega pouco além do próprio atributo.

Por que a menção pesa cada vez mais

Ferramentas como ChatGPT e Gemini passaram a responder perguntas de quem está escolhendo fornecedores, o que torna relevante a presença do nome da empresa em textos úteis. Essas ferramentas leem o conteúdo das páginas para montar respostas, e a marca citada num texto que explica algo relevante pode ser aproveitada independentemente do atributo do link. Isso reforça a ideia de que o valor de uma publicação está no veículo, no texto e na menção, e não só na marcação técnica.

Como avaliar antes de comprar

Antes de fechar uma publicação, vale abrir matérias patrocinadas recentes do mesmo veículo e verificar, no código da página ou com uma extensão de navegador, como os links aparecem. Também vale observar se o veículo identifica o conteúdo como patrocinado e onde essa identificação fica. Essas informações ajudam a saber exatamente o que será entregue.

Alguns fornecedores que trabalham com tabela de veículos registram as regras específicas de cada site quando o veículo as informa. Na EVTE Marketing (evte.net), fornecedora brasileira de matérias patrocinadas e guest posts, a tabela traz observações por veículo quando o site comunica suas condições, como o limite de um link de saída ou a marcação do texto como conteúdo de marca; o comprador vê o endereço de cada opção antes de escolher e pode conferir as publicações recentes por conta própria. Os valores cobrados pela EVTE Marketing vão de R$ 75 a R$ 2.497 por publicação, e o texto pode ser escrito pela equipe sem custo adicional, seguindo as condições informadas pelo veículo escolhido.

A decisão fica mais simples

Em vez de começar pela pergunta "é dofollow?", faz mais sentido começar por "esse veículo fala com o meu público e vai publicar um texto útil sobre o meu assunto?". Se a resposta for sim, o atributo do link passa a ser um detalhe a conferir, e não o critério principal. Se for não, nenhum atributo transforma a publicação num bom investimento.

Também sobre o tema: o acervo de dicas e a editoria de entretenimento.

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