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Casa e Jardim

Quantos BTUs para sala: a conta certa por metro quadrado, sol e pessoas

Uma regra de 600 ou 800 por metro quadrado resolve a compra, e a sala integrada é onde todo mundo erra.

Por · · 7 min de leitura
Sala de estar com sofá bege, cortinas e ar condicionado split instalado na parede alta

Sala de estar com sofá bege, cortinas e ar condicionado split instalado na parede alta

Um ambiente de 20 metros quadrados com janela para o oeste, televisão ligada e quatro pessoas no sofá em tarde de domingo precisa de um aparelho bem maior do que a mesma sala vazia, à sombra, numa manhã de julho. A pergunta "quantos BTUs para sala" não tem uma resposta só, mas tem uma conta, e ela é simples o bastante para fazer de cabeça na loja.

Este texto mostra a regra por metro quadrado e os acréscimos por sol, ocupação e equipamento. Traz uma tabela pronta para os tamanhos mais comuns, o que muda em ambiente integrado com cozinha e por que comprar um aparelho maior "para garantir" costuma sair pior do que comprar o tamanho certo.

O que o BTU mede

BTU é a unidade britânica de energia térmica, e no ar condicionado indica quanto calor o aparelho consegue retirar do ambiente por hora. Um modelo de 12.000 remove 12 mil unidades de calor por hora; um de 9.000, três quartos disso.

O cálculo parte de uma referência usada por instaladores no Brasil: cerca de 600 BTUs por metro quadrado para ambiente com pouca incidência de sol, e 800 BTUs por metro quadrado quando o sol bate direto na parede ou na janela durante a tarde.

Sobre essa base entram acréscimos de 600 para cada ocupante além de dois e de outros 600 para cada equipamento que gera calor, como televisão grande, computador ou geladeira em sala integrada.

Quantos BTUs para sala: tabela por tamanho

A tabela considera pé-direito comum, de até 2,80 metros, e duas pessoas no ambiente. Para cada ocupante a mais ou aparelho ligado, acrescente 600 e arredonde para a potência comercial seguinte.

SalaÀ sombra (600 BTUs/m²)Com sol à tarde (800 BTUs/m²)Aparelho indicado
Até 12 m²7.2009.6009.000 BTUs (sombra) ou 12.000 (sol)
15 m²9.00012.0009.000 ou 12.000 BTUs
20 m²12.00016.00012.000 ou 18.000 BTUs
25 m²15.00020.00018.000 ou 22.000 BTUs
30 m²18.00024.00018.000 ou 24.000 BTUs
40 m² (integrada)24.00032.00024.000 ou 30.000 BTUs

Entre duas potências, a regra é subir quando há sol, muita gente ou cozinha aberta, e ficar na menor quando é ambiente fechado e de uso leve. Em cidade quente como Goiânia, onde a temperatura passa de 35 graus de agosto a outubro, os instaladores costumam trabalhar com a coluna do sol mesmo em ambiente sombreado. Quem compra em distribuidora de ar condicionado em Goiânia encontra as três potências mais comuns de sala, 12, 18 e 24 mil, em estoque o ano inteiro, o que não acontece com os tamanhos intermediários.

Como fazer a conta na sua sala

Cinco minutos com trena e calculadora resolvem. A sequência vale para qualquer cômodo.

  1. Meça comprimento e largura da sala e multiplique para obter a área em metros quadrados.
  2. Observe se o sol bate na janela ou na parede externa entre 12h e 17h.
  3. Multiplique a área por 600 (sombra) ou por 800 (sol).
  4. Acrescente 600 para cada pessoa além de duas que costuma ficar no ambiente.
  5. Acrescente outros 600 para cada equipamento que esquenta, como TV grande, computador ou geladeira.
  6. Arredonde para o modelo comercial imediatamente acima do resultado.

Sala integrada com cozinha

Cozinha aberta muda tudo. O fogão e a geladeira geram calor, e a área somada dos dois ambientes conta inteira, porque o ar circula. Uma sala de vinte metros com cozinha de dez vira um ambiente de trinta, com pelo menos dois equipamentos de calor, o que leva a conta para 24 mil em vez de 12 mil.

A alternativa é fechar a cozinha com porta de correr de vidro, que separa o ar e permite um aparelho menor na sala. Muita gente faz isso depois de comprar o aparelho errado.

Em apartamento com pé-direito alto, acima de 3 metros, acrescente 15% ao resultado, porque o volume de ar a resfriar supera o que a área sugere.

Por que o aparelho grande demais também erra

A ideia de comprar 24 mil para uma sala que pede 12 mil "para gelar mais rápido" tem dois problemas. O primeiro é o preço, tanto do aparelho quanto da instalação, que usa tubulação e disjuntor maiores.

O segundo é o ciclo curto: ele atinge a temperatura em poucos minutos e desliga o compressor antes de retirar a umidade do ar, e a sala fica fria e abafada ao mesmo tempo. Em modelo convencional isso ainda faz o compressor ligar e desligar muitas vezes por hora, o que gasta mais energia e encurta a vida útil.

O inverter suaviza o problema, porque reduz a rotação em vez de desligar, mas não elimina: um inverter muito acima da necessidade trabalha sempre no mínimo e perde parte da economia que justifica o preço.

Janela, split ou portátil na sala

Para sala, o split é a escolha em quase todos os casos: silencioso, disponível em todas as potências e com condensadora fora. O de janela serve quando existe abertura pronta e a potência necessária fica em 7.500 ou 10 mil BTUs, faixa em que ele ainda é vendido.

O portátil só vale para quem não pode furar parede. Ele perde eficiência pela mangueira de exaustão e raramente passa de 12 mil reais, o que limita seu uso a sala pequena e sombreada.

Em sala integrada grande, acima de 35 metros, o piso-teto ou o cassete de 30 a 36 mil BTUs distribuem melhor o ar do que um split de parede, que joga o frio numa direção só.

Instalação e posição do aparelho

O split de parede deve ficar na parede mais longa da sala, soprando ao longo do ambiente e não em direção ao sofá, a pelo menos 15 centímetros do teto. Posição errada faz um canto gelar e o outro ficar quente, e a sensação é de aparelho fraco.

A condensadora precisa de ventilação e de sombra. Colocada em sacada fechada ou embaixo de telhado quente, ela perde rendimento e o aparelho parece menor.

Tubulação longa, acima de 10 metros, exige compensação de gás e reduz a capacidade real. Se o único lugar da condensadora fica longe, compre uma potência acima.

Perguntas frequentes sobre quantos BTUs para sala

Quantos BTUs para sala de 20 metros quadrados?

12 mil BTUs à sombra e 18 mil quando bate sol à tarde ou há mais de duas pessoas com frequência.

Quantos BTUs para sala e cozinha integradas?

Some as duas áreas, acrescente 600 por equipamento de calor e use a coluna do sol. Para 30 metros integrados, 24 mil.

Ar condicionado de 9.000 BTUs gela sala?

Gela sala de até 15 metros quadrados sem sol direto e com poucas pessoas. Acima disso ele trabalha o tempo todo e não atinge a temperatura.

Vale comprar um aparelho maior para garantir?

Não. Acima do necessário ele custa mais, desliga antes de desumidificar e deixa a sala fria e abafada. O certo é o modelo comercial logo acima da conta.

Pé-direito alto muda a conta?

Muda. Acima de 3 metros, acrescente 15% ao resultado, porque o volume de ar supera o que a área indica.

O inverter precisa de menos BTUs?

Não. A conta é a mesma; o inverter só consome menos energia depois de atingir a temperatura, porque não desliga o compressor.

Resumo

Para saber quantos BTUs para sala, multiplique a área por 600 se o ambiente é sombreado ou por 800 se recebe sol à tarde, acrescente 600 por ocupante além de dois e por equipamento que esquenta, e arredonde para o modelo acima. Ambiente de 20 metros fica entre 12 e 18 mil; integrado de 30 metros pede 24 mil. Aparelho grande demais não resolve: custa mais e deixa o ambiente abafado. Split na parede longa, condensadora à sombra e tubulação curta garantem que a potência comprada seja a potência entregue.

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